Todo mês alguém exporta planilhas do painel, junta tudo em um arquivo e monta o mesmo gráfico para a diretoria. O trabalho se repete, e o dado fica velho no dia seguinte.
A API do MakroLock permite que outro sistema leia os dados automaticamente. O Power BI conversa bem com ela, e a integração com o Power BI pode ser montada em poucos passos. Este artigo resume o caminho do manual, do primeiro teste até a consulta no Power Query.
O que é o MakroLock
O MakroLock é um sistema de monitoramento e controle de computadores Windows. Tudo o que o painel mostra, como atividades, produtividade, relatórios e gravações, vem do servidor que recebe os dados dos agentes. A API usa o mesmo servidor, no endereço de acesso ao painel seguido de /api/, e devolve as informações em formato JSON, com algumas exportações em planilha.
Para que serve a integração
Segundo a visão geral da API, o recurso serve para:
- alimentar painéis próprios, no Power BI, no Excel ou em um sistema interno;
- guardar o histórico de produtividade em um banco de dados da empresa;
- cruzar dados do MakroLock com RH, ponto ou ordens de serviço;
- gerar relatórios automáticos sem ninguém abrir o painel.
Todos os endereços descritos apenas consultam informações. Nada é alterado, bloqueado ou apagado pela API.
Antes de começar
- O servidor do MakroLock 4 precisa estar acessível pela rede ou pela internet.
- Crie no painel um usuário só para a integração. Não use login pessoal nem o de administrador. Toda consulta fica registrada na auditoria com o e-mail da conta, e uma conta separada mantém o histórico claro.
- O sistema permite uma sessão ativa por conta. Se uma pessoa e a integração usarem o mesmo login, eles se derrubam.
- A integração deve rodar em um servidor, script ou ferramenta de BI, e não em uma página aberta no navegador do usuário. O acesso deve ser por HTTPS ou dentro da rede interna ou VPN da empresa, porque a chave viaja no cabeçalho.
Autenticação e token
A autenticação acontece uma vez. O login devolve um token, que é enviado no cabeçalho Authorization de todas as consultas seguintes. O servidor compara a senha em MD5, então o valor deve ser calculado antes do envio. Três regras evitam dor de cabeça:
- cada novo login cancela o token anterior da conta;
- o login tem limite de tentativas, de 10 por minuto por origem;
- o token não tem prazo fixo, mas deixa de valer se alguém fizer login na mesma conta ou se o servidor reiniciar.
A regra de ouro do manual diz para fazer um login, guardar o token, reutilizá-lo e só entrar de novo se vier erro de acesso negado (401). Trate o token como uma senha, porque ele dá acesso de leitura a todos os dados de monitoramento.
Cadastros e consultas por assunto
Normalmente, a integração começa pelos cadastros: lista de computadores, usuários finais e grupos de computadores e de usuários. Os códigos e nomes obtidos ali servem de filtro nas demais consultas. Depois vêm as consultas por assunto:
- atividades, com o uso de programas e sites por período, principais atividades e o estado ao vivo;
- produtividade, com indicadores, rankings, sessões de trabalho e classificação;
- relatórios e dispositivos, com históricos filtrados e exportações em planilha;
- gravações de tela, com telas ao vivo e imagens do histórico.
As datas costumam ser informadas em segundos Unix, e o Power BI converte datas para esse formato com uma função curta.
Integração com o Power BI: o caminho recomendado
A página de Power BI e Primeiros Passos recomenda um caminho simples e estável:
- Faça um teste rápido, fora do Power BI, para confirmar que o login e as consultas respondem, e copie o valor do token.
- Em Página Inicial, Gerenciar Parâmetros, crie dois parâmetros: ServerHost, com o endereço do servidor, e Token, com o valor copiado.
- Crie uma consulta reutilizável chamada GetJson, no Editor Avançado, que chama o endereço da API com o cabeçalho de autorização.
- Use a função para trazer o que precisar, como as sessões de um grupo em um dia ou o painel de produtividade de um período, e transforme o resultado em tabela.
Alguns detalhes poupam tempo. Mantenha ServerHost como primeiro argumento de Web.Contents e o caminho em RelativePath, para que o serviço do Power BI reconheça a fonte na atualização agendada. Quando o Power BI perguntar como autenticar a fonte, escolha Anônimo, porque a autenticação real vai no cabeçalho. Se a atualização falhar por acesso negado, gere um token novo e atualize o parâmetro.
Existe também a alternativa de fazer o login dentro do Power Query, sem colar o token. Cada atualização faz um novo login e cancela o token anterior, então a conta precisa ser exclusiva da integração. Se aparecerem erros de acesso negado sem explicação, o manual manda voltar ao método do token colado.
Dúvidas comuns
A API do MakroLock altera ou apaga dados?
Não. Os endereços da API apenas consultam informações.
Posso usar o meu login do painel na integração?
O manual recomenda uma conta dedicada. O sistema permite uma sessão ativa por conta, então um login compartilhado derruba um dos dois acessos, e a auditoria fica mais difícil de ler.
Para pensar no que levar ao painel de BI, o artigo da Makrosys sobre decisões estratégicas com software de monitoramento e o texto sobre indicadores de produtividade ajudam a escolher as métricas.
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